Enquanto estou aqui especado à espera que alguém se oriente, a persistência da chuva contra a janela (noutros tempos o termo seria vidraça, hoje insultuoso para com os vidros duplos de não sei quantas faces fumadas de não sei que espessura e mais não sei o quê atérmico e insonorizante sustentados por caixilharias xpto, a léguas de distância dos pequenos quadrados de vidro presos por finos pregos e massa de vidraceiro em mais ou menos trabalhadas ripas de madeira) recorda-me que, de facto, a família e a privacidade são o que de mais importante construímos: o conforto do nosso Mundo enquanto navegamos nessa imensidão que é, ao fim e ao cabo, o Mundo dos outros.

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